DANÇA

28.07 — quinta-feira, 22:00h

29.07 — sexta-feira, 22:00h

30.07 — sábado, 22:00h

 

Companhia Nacional de Bailado

George Balanchine

Serenade

 

William Forsythe

Herman Schmerman

 

Hans van Manen

5 Tangos

 

Este é um programa de reportório onde se reúnem alguns dos coreógrafos que mais marcaram a História da Dança. A belíssima e feminina Serenade de Balanchine, a abstração de William Forsythe com um dueto virtuosístico e a inspiração latina de 5 Tangos de Hans van Manen são uma janela aberta para o que de melhor se produziu no séc. XX.

George Balanchine, nome pioneiro da dança, com apenas 30 anos e acabado de desembarcar no Novo Mundo, cria em 1934, Serenade, o seu primeiro bailado “americano” segundo as suas palavras. Ao som da Serenata para cordas em Dó de Tchaikovski — compositor por quem Balanchine nutria especial reverência – estavam assim lançadas as primeiras sementes do bailado norte-americano. Também segundo palavras do coreógrafo William Forsythe, o seu bailado Herman Schmerman com música eletrónica de Thom Willems, seu colaborador de longa data, “não tem qualquer significado, apenas o prazer da dança”. Criado em 1992, o bailado é um pas-de-deux muito inventivo. Para terminar este programa da Companhia Nacional de Bailado, dança-se 5 Tangos do coreógrafo holandês Hans van Manen. Estreado pelo Dutch National Ballet, em 1997, o bailado é uma sequência trepidante de danças que combinam o bailado clássico com a paixão arrebatadora do tango interpretado pelo bandoneon do compositor argentino Astor Piazzolla.

Companhia Nacional de Bailado

George Balanchine

Serenade

George Balanchine coreografia © The George Balanchine Trust
Piotr Ilitch Tchaikovski música
Nanette Glushak assistente da Fundação Balanchine © The George Balanchine Trust
Barbora Hurskova e Fernando Duarte ensaiadores
Estreia absoluta
Nova Iorque, Adelphi Theatre, American Ballet, 1 de março de 1935
Estreia na CNB
Lisboa, São Luiz Teatro Municipal, 14 de outubro de 1982

William Forsythe

Herman Schmerman

Dueto

William Forsythe coreografia, espaço cénico e desenho de luz
Thom Willems música
Gianni Versace e William Forsythe figurinos
Maurice Causey remontagem
Fátima Brito ensaiadora
Estreia absoluta
Frankfurt, Opernhaus, Ballet Frankfurt, 26 de setembro de 1992
Estreia na CNB
Porto, Teatro Municipal do Porto, Rivoli, 29 de janeiro de 2016

Hans van Manen

5 Tangos

Hans van Manen coreografia
Astor Piazzolla música
Jean-Paul Vroom cenários e figurinos
Jan Hofstra desenho de luz
Nathalie Caris e Mea Venema assistentes do coreógrafo
Fernando Duarte ensaiador
Estreia absoluta
Amesterdão, Ballet Nacional da Holanda, 3 de novembro de 1977
Estreia em Portugal
Lisboa, Grande Auditório Gulbenkian, Ballet Gulbenkian, 23 de abril de 1982
Estreia na CNB
Porto, Teatro Municipal do Porto, Rivoli, 29 de janeiro de 2016

George Balanchine

coreografia

George Balanchine nasceu em São Petesburgo, em 1904, tendo-se formado e integrado no Teatro Mariinsky. Aos vinte anos, no entanto, abandonava definitivamente a Rússia. Iniciou a sua carreira nos Ballets Russes de Diaghilev, hoje reconhecida como brilhante e influente companhia do séc. XX. Apollo (1928) e Filho Pródigo (1929) são ainda hoje grandes obras de repertório. Após a morte do empresário, uma breve itinerância europeia levou-o a fixar-se nos EUA. Aí colaborou em filmes, na Broadway, e fundou uma escola, base sustentadora do futuro New York City Ballet. Foi para esta Companhia que Balanchine criou a maioria das suas peças, construindo um corpo inigualável de obras primas como: Divertimento n.º 15 (1956), Agon (1957), Liebeslieder Walzer (1960), Jewels (1967), Sinfonia em 3 Andamentos e Concerto para Violino (1972), Who Cares? (1970), Le Tableau de Couperin (1975), Vienna Waltzes (1977) e Mozartiana (1980). Estas vieram juntar-se ao grupo de coreografias criadas antes do New York City Ballet, Serenade (1934), Concerto Barroco (1941), Quatro Temperamentos, Tema e Variações (1947), Sinfonia de Bizet (1947), para formar um opus gigante, marcado pela perfeita compreensão musical e uma inesgotável invenção em todos os registos da dança clássica. George Balanchine faleceu em 30 de abril de 1983, em Nova Iorque.

William Forsythe

coreografia

Mantém-se ativo, no panorama da coreografia, há mais de 45 anos. É reconhecido o seu trabalho na reorientação da dança, a partir da identificação com o reportório clássico, rumo a uma forma artística dinâmica e condizente com o século XXI. Iniciou os seus estudos na Flórida, dançou no Joffrey Ballet e depois no Ballet de Estugarda, onde foi nomeado coreógrafo residente, em 1976. Ao longo dos sete anos seguintes coreografou, ainda, para companhias europeias e norte-americanas. Entre 1984 e 2004 dirigiu o Ballet de Frankfurt. No ano seguinte criou a Companhia Forsythe que dirigiu ao longo de dez anos. As suas mais recentes criações foram desenvolvidas e apresentadas exclusivamente por esta companhia, mas o seu reportório anterior é dançado por elencos como os do Ballet Mariinsky, The New York City Ballet, The San Francisco Ballet, o Ballet Nacional do Canadá, o Semperoper Dresden Ballet, o Royal Ballet ou o Ballet da Ópera de Paris. Tem sido distinguido com os mais distintos prémios nos Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Itália ou Suécia. Tem recebido encomendas para produção de instalações de arquitetura e performance. Inúmeros museus, bienais e festivais têm apresentado as suas instalações e filmes. Em colaboração com especialistas em comunicação e pedagogos tem desenvolvido novas abordagens à documentação da dança, pesquisa e educação. A sua aplicação informática Tecnologias da Improvisação é utilizada como ferramenta de ensino por companhias profissionais, conservatórios, universidades ou programas de pós-graduação em arquitetura. Forsythe é regularmente convidado para apresentação de palestras e workshops em universidades e instituições culturais. Em 2015 foi nomeado Coreógrafo Associado do Ballet da Ópera de Paris. Artifact II, In The Middle Somewhat Elevated e The Vertiginous Thrill of Exactitude, são criações de Forsythe anteriormente dançadas pela Companhia Nacional de Bailado.

Hans van Manen

coreografia

Hans van Manen, natural de Amstelveen, Holanda, nasceu em julho de 1932. Estudou dança com Sonia Gaskell, Françoise Adret e Nora Kiss. A sua carreira profissional iniciou-se em 1951, no Ballet Recital de Sonia Gaskell, e em 1952 no Ballet da Ópera da Holanda, onde coreografou o seu primeiro bailado, Feestgericht, em 1957. Após uma passagem pelos Ballets de Paris, de Roland Petit, van Manen ingressou na companhia Nederlands Dans Theater, onde trabalhou como bailarino, coreógrafo e, de 1961 a 1971, como Diretor Artístico. Seguiram-se dois anos como coreógrafo freelancer e, em 1973, Hans van Manen ocupou a posição de Coreógrafo Residente e Mestre de Bailado no Ballet Nacional da Holanda. As suas coreografias têm sido apresentadas em companhias como o Ballet de Estugarda, a Ópera de Berlim, o Ballet de Houston, o Ballet Nacional do Canadá, Ballet da Pensilvânia, The Royal Ballet, o Ballet Real da Dinamarca, o Ballet Scapino, a Ópera de Viena, o Tanzforum de Colónia e a Companhia de Alvin Ailey. Para a Nederlands Dans Theater, à qual regressou em 1988, van Manen criou mais de 60 bailados, sendo alguns deles: Sinfonia em 3 Andamentos, Metaphors, Five Sketches, Squares, Mutations, Grosse Fugue, Opus Lemaître, Canções sem Palavras, Andante e Fantasia. Para o Ballet Nacional da Holanda criou, entre outros, Twilight, Adagio Hammerklavier, Sagração da Primavera, 5 Tangos, Bits and Pieces e Three Pieces for Het. Para o Royal Ballet, van Manen criou Four Schumann Pieces. Ao completar 35 anos de carreira como coreógrafo, Hans van Manen foi armado Cavaleiro da Ordem de Orange Nassau, pela Rainha da Holanda. Em 1993 foi-lhe também atribuído o Prémio Alemão da Dança, pela sua influência na dança na Alemanha, durante mais de 20 anos. Hans van Manen é também um reconhecido fotógrafo. Em Portugal, o Ballet Gulbenkian dançou sete coreografias de Hans van Manen, entre 1978 e 1997, das quais se destacam Canções Sem Palavras, 5 Tangos e Grosse Fugue. A par de 5 Tangos, Solo, Kammerballet, Sarcasm, Adágio Hammerklavier e Twilight, são obras de van Manen interpretadas pela CNB. Em 2015, Hans van Manen tornou-se membro da Academia Holandesa para as Artes.