ÓPERA

22.07 — sexta-feira, 21:30h

23.07 — sábado, 21:30h

 

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Mary Elizabeth Williams Santuzza

Lorenzo Decaro Turiddu

Luís Rodrigues Alfio

Maria Luísa de Freitas Lola

Laryssa Savchenko Mamma Lucia

Domenico Longo direção musical

Pietro Mascagni

Cavalleria Rusticana

Ópera em versão de concerto

 

O estrondoso sucesso de Cavalleria Rusticana, em 1890 no Teatro Costanzi, em Roma, trouxe ao compositor Pietro Mascagni uma notoriedade nunca mais igualada nas suas óperas posteriores. “Nunca a devia ter escrito primeiro”, afirmava amiúde o compositor. Baseada na obra teatral de Giovanni Verga, um dos pilares do verismo, a ópera colhe no ciúme e na traição o seu ímpeto dramático mais essencial. Às vozes de Turiddu e de Alfio une-se a de Santuzza, esta dividida entre a sua fé religiosa e a afronta de um amor impossível. Eis o triângulo amoroso de consequências trágicas que se desenrola sob o calor mediterrâneo num rude povoado siciliano.

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. No âmbito de outras colaborações, destaque-se também a sua presença nos seguintes acontecimentos: 8.º Torneio Eurovisão de Jovens Músicos transmitido pela Eurovisão para cerca de quinze países (1996); concerto de encerramento do 47.º Festival Internacional de Música e Dança de Granada (1997); concerto de gala da Abertura da Feira do Livro de Frankfurt; concerto de encerramento da Expo’98; Festival de Música Contemporânea de Alicante (2000) e Festival de Teatro Clássico de Mérida (2003). Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeffrey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as sinfonias n.os 1, 3, 5 e 6 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Atualmente, a direção musical está a cargo de Joana Carneiro.

Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Criado em condições de efetividade em 1943, sob a direção de Mario Pellegrini, o Coro cumpre uma fase intensiva de assimilação do grande repertório operístico e de oratória. Entre 1962 e 1975, colaborou nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera, sediada no Teatro da Trindade, deslocando-se com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo (1965), a convite do Teatro Campoamor, e obtendo o Prémio de Música Clássica conferido pela Casa da Imprensa. Participou em estreias mundiais de autores portugueses, como Fernando Lopes-Graça (D. Duardos e Flérida) e António Victorino d’Almeida (Canto da Ocidental Praia). A plena afirmação artística do conjunto é creditada a Gianni Beltrami, a partir de 1985. Registe-se a participação na Grande missa dos mortos (Berlioz), em Turim. João Paulo Santos sucedeu a Beltrami, constituindo-se como o primeiro português no cargo. Sob a sua responsabilidade, registam-se vários êxitos: Mefistofele (Boito); Blimunda e Divara (Corghi); aSinfonia n.º 2 de Mahler, com a Orquestra da Juventude das Comunidades Europeias; A criação (Haydn); a cantata Faust e o Requiem de Schnittke; Perséphone e Le rossignol (Stravinsky); Evgeni Onegin (Tchaikovski); Les Troyens (Berlioz); Missa glagolítica (Janácek); Tannhäuser e Die Meistersinger von Nürnberg (Wagner); e Le grand macabre (Ligeti). Com o Requiem de Verdi, deslocou-se a Bruxelas (1991). O Coro tem atuado sob a direção de algumas das mais prestigiadas batutas, como Antonino Votto, Tullio Serafin, Vittorio Gui, Carlo Maria Giulini, Oliviero de Fabritiis, Otto Klemperer, Molinari-Pradelli, Franco Ghione, Alberto Erede, Alberto Zedda, Georg Solti, Nello Santi, Nicola Rescigno, Bruno Bartoletti, Heinrich Hollreiser, Richard Bonynge, García Navarro, Wolfgang Rennert, Rafael Frühbeck de Burgos, Franco Ferraris, James Conlon, Harry Christophers, Michel Plasson e Marc Minkowski, entre outros. Também foi dirigido em óperas e concertos pelos mais importantes maestros portugueses, com relevo especial para Pedro de Freitas Branco. Atualmente, a direção musical está a cargo de Giovanni Andreoli.

Mary Elizabeth Williams

Compromissos atuais e futuros incluem Lady Macbeth (Macbeth), Welsh National Opera, Lady Macbeth e Chimène (Le Cid), Theater St. Gallen, papel principal na ópera Norma, Florida Grand Opera, Abigaille (Nabucco) Oper Leipzig, Leonora (La forza del destino) e o papel principal na Tosca, Welsh National Opera, papel principal na ópera Aida e Elisabetta (Maria Stuarda), Seatle Opera. Foi galardoada com o prémio Artist of the Year atribuído pela Seatle Opera, temporada de 2011-2012, após escolha do público. Compromissos recentes incluem o papel principal em La Wally, Dallas Opera, papel principal em Aida, Teatro Massimo de Palermo, Abigaille (Nabucco), Vlaamse Opera, Seatle Opera, Oper Stuttgart, Welsh National Opera e Savonlinna Opera Festival, Santuzza em Cavalleria Rusticana, Stadttheater Klagenfurt, papel principal em Tosca, Welsh National Opera, Seatle Opera, Opera Bonn, Arizona Opera, Michigan Opera Theater, New Orleans Opera e Virginia Opera, papel principal em La Wally e Odabella (Attila), Theater St. Gallen, Amelia (Un ballo in maschera), Theater Basel, papel principal em Adriana Lecouvreur, Washigton Concert Opera, papel principal em Aida, entre muitos outros.

Lorenzo Decaro

Um dos mais requisitados tenores da atualidade, Lorenzo Decaro, interpretou já papéis principais em óperas de Verdi e Puccini nalguns dos mais importantes palcos italianos e europeus, incluindo o Teatro alla Scala, Maggio Musicale Fiorentino, Teatro Filarmónico de Verona, Teatro San Carlo de Nápoles, Teatro Comunale de Bolonha, Teatro Régio de Turim, Teatro Massimo de Palermo, Teatro Petruzzelli de Bari e Ópera de Nice. Colaborou com conceituados maestros como Daniel Barenboim, Zubin Mehta, Roberto Abbado, Riccardo Frizza, Nicola Luisotti, Gianandrea Noseda, Stefano Ranzani, e com encenadores como Daniele Abbado, Gianfranco de Bosio, Jean Louis Grinda, Maurizio Scaparro, Graham Vick e Robert Wilson. Recentes compromissos incluíram a sua estreia no Teatro alla Scala como cover dos papéis de Gabriele Adorno em Simon Boccanegra e Radames em Aida. Dos seus futuros compromissos destacam-se Dick Johnson em La Fanciulla del West, no Grange Park, Turiddu em Cavalleria Rusticana em Lisboa e Toulon, Pinkerton em Madama Butterfly em Tóquio, Kanazawa e Osaka.

Luís Rodrigues

Estudou no Conservatório Nacional com José Carlos Xavier e na Escola Superior de Música de Lisboa com Helena Pina-Manique. Ganhou o 2.º Concurso de Interpretação do Estoril, o 4.º Concurso de Canto Luísa Todi e o Prémio Jovens Músicos da R.D.P. em Música de Câmara, com o pianista David Santos. Luís Rodrigues tem vindo a construir em Portugal uma sólida carreira no domínio da Ópera, com papéis como Figaro, Guglielmo, Albert, Nick Shadow, Escamillo, Gianni Schicchi, Beauperthuis, Sulpice e Don Profondo no Teatro Nacional de São Carlos, Mr. Gedge (Albert Herring) e Eduard (Neues vom Tage) no Teatro Aberto, Semicúpio (Guerras do Alecrim e Mangerona) no Acarte, Teatro da Trindade e Teatro Nacional D. Maria II (Prémio Bordalo da Imprensa 2000 para Música Erudita), Marcello (La bohème) com o Círculo Portuense de Ópera e a Orquestra Nacional do Porto no Coliseu desta cidade, Tom (The English Cat) com a Cornucópia e a ONP no Rivoli e Teatro São Carlos, Guarda Florestal (A Raposinha Matreira) com a Casa da Música. Intérprete de reconhecida versatilidade, apresenta-se também regularmente em Concerto ou Recital.

Maria Luísa de Freitas

Maria Luísa de Freitas nasceu em Luanda, iniciou os seus estudos de canto no Conservatório de Lisboa com o Prof. José Carlos Xavier. Conquistou diversos prémios, entre os quais, Bocage no Concurso Nacional de Canto Luisa Todi, La Voce Concurso Spiris Argiris em Itália, 1.º prémio Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão no Brasil, 2.º prémio Concurso Nacional de Canto Luisa Todi. Trabalhou com Maestros como Marc Tardue, Marko Letonja, Johannes Stert, Julia Jones, João Paulo Santos, Michail Jurowski, Massimiliano, Damerini, Osvaldo Ferreira, José Cura, Martin André, Gregor Buhl, César Viana, Sébastien Rouland, François Xavier Roth, Yaniv Dinur, Lawrence Foster, Pedro Neves, Nuno Côrte Real, Nicholas Kraemer, Antonio Pirolli, Joana Carneiro, entre outros. Trabalhou com os encenadores Luis Miguel Cintra, João de Mello Alvim, Graham Vick, Peter Konwitschny, Marie Mignot, Joaquim Benite, João Mota, Christof Loy, André e. Teodósio, Fernando Gomes, Guy Montavon, Rui Horta, Andrea de Rosa. Da sua notável carreira destacam-se papéis como: Carmen (Carmen), Maddalena (Rigoletto) Filipievna, Olga (Evgueni Oneguin) Lola (Cavalleria Rusticana), Miss Baggott (Let's Make an Opera) Zita (Gianni Schicchi), Baronessa (Il cappello di Paglia di Firenze) Zweite Norna (Götterdämmerung) La Cieca (La Gioconda) Marcellina (Le Nozze di Figaro), Baba The Turk (The Rake’s Progress), entre outros. O seu vasto repertório de concerto e oratória inclui obras de Bach, Berlioz, Frank Martin, Vivaldi, Berio, Beethooven, Fernando Cupertino, Jorge Prendas, Falla, entre vários. Em 2016, os seus compromissos incluem Oratória de Natal de Bach, Dialogues des Carmélites (Francis Poulenc) e Nabucco (Giuseppe Verdi).

Laryssa Savchenko

Nasceu na Ucrânia. Em 1987, acabou os seus estudos no Conservatório Nacional de Kiev e obteve o diploma canto lírico. Entre 1989 e 1997, trabalhou como solista no Teatro Municipal da Opera de Kiev, onde interpretou os seguintes papéis: Madalena (em Rigoletto de Verdi), Marta (em Iolanta de Tchaikovski), Liubacha (em A Noiva do Czar de Rimsky-Korsakov) entre outros. Em 1997 trabalhou como professora de canto na Academia de Música da ilha Graciosa. Em 1999, lecionou canto no Conservatório Regional da Ponta Delgada São Miguel, Açores. Desde 2001, é professora de canto (2001-2013) no Conservatório Nacional de Lisboa e foi cantora do Coro do Teatro Nacional do São Carlos, tendo participado em várias temporadas do São Carlos como solista: Cantata Alexander Nevsky de Prokofiev, Petitte Messe Solennelle de Rossini, Marta em Iolanta de Tchaikovski, Aleko de Rachmaninov , Larina em Evgeni Oneguin de Tchaikovski, Suzuki em Madama Butterfly de Puccini, Requiem de Verdi, entre outros. Trabalhou com os seguintes maestros: Vladimir Fedoseev, Will Humburg, Volodymyr Gluchko, Zóltan Peskó, Jonathan Webb, Christopher Bochmann, José Lobo, João Paulo Santos, Michail Yurowski e Lawrence Foster.

Domenico Longo

Depois de estudar violoncelo no Conservatório N. Piccinni de Bari, diplomou-se com mérito em Direção de Orquestra na Academia Superior de Música de Pescara com Donato Renzetti. Foi finalista no Concurso Intenacional Mario Gusella. Dirigiu, entre outras, as seguintes orquestras: Pomeriggi Musicali de Milão, Teatro Petruzzelli de Bari, Orquestra de Camera delle Marche, Filarmónica Marchigiana, Teatro Comunale de Bolonha, Mozart Sinfonietta, Sinfónica de Pescara, Sinfónica Metropolitana de Bari, Comunidade de Madrid e Cidade de Granada. Refira-se, também, a sua colaboração no Prémio Nobel atribuído a Dario Fo por Misterio buffo. Dirigiu I Pagliacci com a Orquestra Magna Grécia no Teatro Pergolesi, Werther com a Filarmónica Marchigiana, La traviata no Teatro Comunale de Bolonha, Black el payaso e I Pagliacci no Teatro de la Zarzuela de Madrid e no Festival Internacional de Música e Dança de Granada e, em 2015, Macbeth, no Teatro Nacional de São Carlos. Dirigiu, ainda, os cantores Yolanda Auyanet, Cinzia Forte, Nicola Martinucci, Antonio Gandía, J. Jesús Rodríguez e Frabián Veloz. Mantém uma intensa colaboração com a Orquestra Sinfónica Metropolitana de Bari, destacando-se o concerto final do Festival Notti Sacre com Dimitra Theodossiu. É professor de violoncelo no Conservatório G. Paisiello de Tarento.