MÚSICA

16.07 — sábado, 21:30h

17.07 — domingo, 21:30h

 

Fantasia para Romeu e Julieta

 

Orquestra Sinfónica Portuguesa

 

Cristiana Oliveira soprano

Airam Hernández tenor

Dinis Sousa direção musical

Piotr Ilitch Tchaikovski

Abertura Romeu e Julieta

 

Charles Gounod

Árias e duetos de Romeu e Julieta

 

Serguei Prokofiev

Suites 1 e 2 de Romeu e Julieta

 

Romeu e Julieta, indubitavelmente a mais popular obra de Shakespeare, inspirou os compositores deste programa. Se a peça teatral teve sucesso imediato, será curioso observar que o mesmo não aconteceu às obras que ouviremos e que, à época das suas primeiras audições, não obtiveram a aceitação que elas hoje nos merecem: com fracos aplausos, Gounod estreou em 1867 a sua ópera Roméo et Juliette, que só 30 anos mais tarde viria a ser consagrada pelo público, Tchaikovski teve de reescrever duas vezes a sua Abertura e só a estreou verdadeiramente em 1870, e Prokofiev, desanimado com a fria receção do bailado que escrevera para o Kirov decidiu entre 1936 e 1937, adaptá-lo para 2 Suites Orquestrais que evocam os momentos mais importantes da tragédia dos jovens amantes de Verona. É com Romeu e Julieta, arquétipo do amor trágico escrito por Shakespeare entre 1591 e 1595 que voltamos a celebrar os 400 anos da sua morte.

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais. No âmbito de outras colaborações, destaque-se também a sua presença nos seguintes acontecimentos: 8.º Torneio Eurovisão de Jovens Músicos transmitido pela Eurovisão para cerca de quinze países (1996); concerto de encerramento do 47.º Festival Internacional de Música e Dança de Granada (1997); concerto de gala da Abertura da Feira do Livro de Frankfurt; concerto de encerramento da Expo’98; Festival de Música Contemporânea de Alicante (2000) e Festival de Teatro Clássico de Mérida (2003). Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da tetralogia O anel do Nibelungo, transmitida na RTP2, e da participação em iniciativas da própria RTP, como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes. No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeffrey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros. A discografia da OSP conta com dois CD para a etiqueta Marco Polo, com as sinfonias n.os 1, 3, 5 e 6 de Joly Braga Santos, que gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e Crossing borders (obras de Wagner, Gershwin e Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2. No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999-2001), Zoltán Peskó (2001-2004) e Julia Jones (2008-2011); Donato Renzetti desempenhou funções de primeiro maestro convidado entre 2005 e 2007. Atualmente, a direção musical está a cargo de Joana Carneiro.

Cristiana Oliveira

Vencedora de vários prémios internacionais no domínio da interpretação, tem recebido aclamadas críticas na imprensa especializada. Apresentou-se em vários recitais de Lieder em Portugal, Espanha, Itália e Estados Unidos da América. Estreou o ciclo Quatro canções para Inês de António Chagas Rosa. Com um crescente reconhecimento na interpretação de Oratória foi solista no Requiem e Missa da Coroação de Mozart, Oratória de Natal de Saint-Saëns, Requiem de Bomtempo, Requiem de Verdi, Stabat Mater de Dvořák, Stabat Mater de Rossini e Requiem de Dvořák. É, no entanto, na ópera que mais se tem destacado, entre outros, nos os papéis de Marie em La fille du régiment de Donizetti; Madame Cortese em Il viaggio a Reims de Rossini; Micaela em Carmen de Bizet; Sophie em Werther; Gilda em Rigoletto de Verdi; Violetta em La traviata de Verdi. Nas suas interpretações operáticas teve oportunidade de se apresentar em várias salas e eventos de referência nacional e internacional, vários festivais em Barcelona, na Northwest Opera Ireland, no Teatro Nacional de São Carlos, no Centro Cultural de Belém, no Coliseu do Porto e na Aula Magna, entre outros, com aclamados maestros e encenadores de renome.

Airam Hernández

Em 2015/2016, enquanto membro do ensemble Opernhaus Zürich, interpretou Dr. Cajus em Falstaff, Gastone em La traviata, Steuermann em Die Fliegende Hollander e Malcom em Macbeth. Estreou-se no Teatro Real de Madrid como Geharnischter Mann em Die Zauberflöte de Barrie Kosky. Futuros compromissos incluem a sua primeira apresentação como Alfredo em La traviata de Robert Wilson na Perm Opera (Rússia), novamente Alfredo em La traviata em Füssen (Alemanha), Apollo/Dionysus na estreia de Orest de Manfred Trojahn na Zurich Opera House, a estreia na Nederlandse Opera no papel de Borsa na nova produção de Rigoletto de Damiano Michieletto e Arbrace em Indomeneo na Zurich Opera House. Em 2013 venceu o Primeiro Prémio e “a me- lhor pontuação” no Concurso Internacional de Canto de Logroño e o Segundo Prémio no Concurso Internacional de Canto “Josep Mirabent i Magrans”. Em 2014, foi finalista no Concurso Internacional de Canto “Francisco Viñas” em Barcelona e Semifinalista no Concurso Operalia em Los Angeles. Em 2010 iniciou estudos de canto com Dolors Aldea em Barcelona, formando-se em estudos vocais em 2013.

Dinis Sousa

Dinis Sousa vive atualmente em Londres, onde exerceu a Fellowship em direção de orquestra na Guildhall School of Music and Drama. É fundador e diretor artístico da Orquestra XXI, com quem se apresenta regularmente nas mais prestigiadas salas de Portugal, recolhendo grandes elogios da crítica especializada. Tem trabalhado de perto com o maestro Sir John Eliot Gardiner, sendo seu assistente esta temporada em projetos com as Orquestras Sinfónica de Londres e Filarmónica de Berlim, e com a Orchestre Révolutionnaire et Romantique nos BBC Proms. Tem dirigido grupos como a Southbank Sinfonia, Orquestra Clássica da Madeira e Haydn Chamber Orchestra e preparou a Guildhall Symphony Orchestra para o maestro Bernard Haitink. A 10 de junho de 2015, foi condecorado pelo Presidente da República com o grau de Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique.