MÚSICA

11.07 — segunda-feira, 21:30h

 

Orquestra Metropolitana de Lisboa

 

Nuno Silva clarinete

Pedro Amaral direção musical

 

Wolfgang Amadeus Mozart

Concerto para Clarinete em Lá maior, K.622

 

Ludwig van Beethoven

6.ª Sinfonia, op.68 em Fá maior, op.21

 

Composto em 1791, o Concerto para Clarinete em Lá maior, K.622, foi a última obra instrumental de Mozart que viria a morrer em Viena no final desse mesmo ano. Os três andamentos são um diálogo constante entre o clarinete e a orquestra que termina com um tutti redentor como se fosse indiferente a toda a melancolia quase premonitória que atravessa toda a obra. Outra atmosfera melancólica, esta bucólica e contemplativa, emana da 6.ª Sinfonia, op. 68 em Fá maior de Beethoven que se estreou em Viena em 1808. Em 5 andamentos e denominada “Pastoral”, é uma das obras mais conhecidas da fase romântica de Beethoven e onde ele afirma o seu profundo amor pela Natureza que tanto amava.

Orquestra Metropolitana de Lisboa

A Orquestra Metropolitana de Lisboa mantém uma programação regular desde 1992. Os seus músicos asseguram uma intensa atividade, permitindo abordar géneros diversos, proporcionando a criação de novos públicos e a afirmação do caráter inovador do projeto AMEC | Metropolitana, de que esta orquestra é a face mais visível. Nos programas sinfónicos, jovens intérpretes da Academia Nacional Superior de Orquestra juntam-se à Metropolitana, cuja constituição regular integra já músicos formados nesta escola. Este desígnio, que distingue a identidade da Metropolitana, por ser exemplo singular no panorama musical internacional. Cabe-lhe, ainda, a responsabilidade de assegurar uma programação regular junto de várias autarquias da região centro e sul, para além de promover iniciativas de descentralização cultural por todo o país. Apesar de sedeada em Lisboa, onde apresenta uma temporada de cerca de três dezenas de concertos com orquestra e dezenas de programas de música de câmara, a OML estende atualmente a sua área de influência a 12 dos 18 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa e às cidades do Porto, Coimbra, Setúbal e Leiria. Tem gravados mais de uma dezena de CDs – um dos quais disco de platina – para diferentes editoras, incluindo a EMI Classics, a Naxos e a RCA Classics. Ao longo destas duas décadas, colaborou com inúmeros maestros e solistas de grande reputação no plano nacional e internacional. A Direção Artística da Orquestra Metropolitana de Lisboa é, desde julho de 2013, assegurada pelo maestro e compositor Pedro Amaral.

Nuno Silva clarinete

Estudou com António Saiote, Hans Deinzer, Pascal Moragués e Hakan Rosengren. É diplomado em clarinete pelo Conservatório Nacional, ESMAE e California State University, onde concluiu o mestrado. Em 2001 licenciou-se em Ciências Musicais na Universidade Nova de Lisboa. Encontra-se atualmente a frequentar o programa de doutoramento na Universidade de Évora. Foi vencedor dos concursos nacionais de maior importância e foi também distinguido em concursos internacionais: semifinalista do Concurso Internacional Valentino Bucchi em Roma em 1992, laureado no Concurso Internacional Aurelian Popa na Roménia em 1993 e semifinalista no Concurso Internacional de Cracóvia em 1994; em 2002 ficou apurado entre os três semifinalistas em clarinete do Concert Artists Guild, em Nova Iorque. A sua discografia inclui o 2.º Concerto de Weber, com a Nova Filarmonia Portuguesa, obras de Mathias Dorsam com o Quinteto Mistral, os CD «Percursos» e «LX1988» com o Quarteto de Clarinetes de Lisboa, «SWING.PT» e «Live Performances Mozart / Copland». Nuno Silva é artista Buffet Crampon e D’Addario Woodwinds. É regularmente convidado a atuar no Congresso Mundial do Clarinete. Atuou com músicos de referência mundial, como Paul Meyer, Antoine Tamestit, Yo Kosube ou Jin Wang. Atualmente é professor no Conservatório Nacional e na Academia Nacional Superior de Orquestra, assim como 1.º Clarinete Solista da Orquestra Metropolitana de Lisboa.

Pedro Amaral

Compositor e maestro, Pedro Amaral é um dos músicos europeus mais ativos da nova geração. Inicia os estudos em composição como aluno privado de Lopes-Graça, a partir de 1986, ao mesmo tempo que prossegue a sua formação musical geral, no Instituto Gregoriano (1989/91). Ingressa depois na Escola Superior de Música de Lisboa onde conclui o curso de composição na classe do professor Christopher Bochmann, em 1994. Instala-se em Paris, onde estuda com Emmanuel Nunes no Conservatório Superior, graduando-se com o Primeiro Prémio em Composição por unanimidade do júri. Estuda ainda direção de orquestra com Peter Eötvös (Eötvös Institute, 2000) e Emilio Pomàrico (Scuola Civica de Milão, 2001). Paralelamente à sua formação musical prática, prossegue os estudos universitários na École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris obtendo, em 1998, o Mestrado em Musicologia Contemporânea com uma tese sobre Gruppen de K. Stockhausen e, em 2003, um doutoramento com uma tese sobre Momente e a problemática da forma na música serial. Em maio de 2010, estreou em Londres a sua ópera O sonho, a partir de um drama inacabado de Fernando Pessoa. Unanimemente aplaudida pela crítica, a obra foi apresentada em Londres e Lisboa. Como compositor e/ou maestro, Pedro Amaral trabalha regularmente com diferentes ensembles e orquestras, nacionais e estrangeiros. Foi maestro titular da Orquestra do Conservatório Nacional (2008/09) e do Sond’Ar-Te Electric Ensemble (2007/10). Desde o ano letivo de 2007/2008, é Professor Auxiliar da Universidade de Évora (Composição, Orquestração e disciplinas afins). Desde julho de 2013, é diretor artístico e pedagógico da AMEC / Metropolitana.